Era o “inimigo número um” dos EUA e foi morto esta segunda-feira numa operação em Abbottabad, no Paquistão.
A morte de Osama Bin Laden levanta um conjunto de questões, que parece não haver muito interesse em esclarecer.
A notícia da morte de Bin Laden às mãos de um comando norte-americano foi dada pelo próprio presidente Barack Obama. Não seria mais coerente capturar um assassino e entregá-lo às instâncias e tribunais internacionais competentes?
Bin Laden foi morto no Paquistão, país com que os EUA mantêm relações de amizade, enquanto a guerra à Al-Qaeda. Como justificam este desfasamento e como vão ficar as relações dos EUA com o Paquistão?
A notícia da morte de Bin Laden foi dada de forma que levantou as mais diversas dúvidas – foi morto em condições mal esclarecidas, tendo ficado com o rosto irreconhecível e sido “sepultado” no mar. As dúvidas levantadas foram tantas que já obrigaram à divulgação do teste de ADN, também ele feito em condições que não são fáceis de compreender, e vão obrigar a novos esclarecimentos.
Mas que peso estratégico e de comando teria hoje Bin Laden no movimento terrorista islâmico, para a sua morte ser tão festejada? O Liberation escreve que com a morte de Bin Laden "cresce" a ameaça terrorista. Dossier completo aqui e aqui.
A quem interessará toda esta confusão e polémica?