Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
23
Nov 10

Acabei de assistir, talvez, ao melhor dos programas do Prós e Contras, a propósito da Greve Geral, convocada em conjunto pelas duas centrais sindicais, pela segunda vez na história da democracia pós 25 de Abril

As participações dos líderes sindicais, Carvalho da Silva e João Proença, do Professor João Reis, do presidente do CES, Silva Peneda e do advogado Garcia Pereira atingiram elevados níveis de qualidade e esclarecimento sobre a não inevitabilidade das políticas impostas, na necessidade de reanimar o aparelho produtivo e fazer crescer a riqueza e de revalorizar o trabalho, da necessidade dos estados criarem mecanismos de controlo dos mercados, etc.

As intervenções do Professor João Reis e de Silva Peneda, pela abertura de horizontes contra a ortodoxia dominante dos economistas de serviço e pela sistematização do necessário enquadramento do debate sobre como sair da crise e mobilizar a sociedade para esse combate, merecem destaque especial.

As participações dos Professores Bacelar Gouveia e Cavaleiro Brandão e, principalmente, da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social ficaram muito aquém das restantes, quer na qualidade das mesmas quer porque não conseguiram descolar da justificação das más políticas impostas, que conduziram à crise e que, a prosseguirem, a acentuarão.

A ministra Helena André mostrou não ter estatura política mínima para o exercício das funções para que foi nomeada, limitando a repetir alguns lugares comuns pretensamente técnicos e preocupados com a negociação com vista à criação de pactos sociais em termos puramente abstractos.

Ficou uma certeza: vai ser a maior greve geral de sempre no nosso país. E daí terão de ser retiradas as necessárias consequências.

 

Bom debate, talvez o único deste programa Prós e Contras. Jr
Anónimo a 23 de Novembro de 2010 às 01:35
Vão mas é trabalhar malandros, há quanto tempo o ex ajudante de electricista ,agora DOUTOR Carvalho da Silva e o Engenheiro João Proença não dobram a mola?
Quando todos vemos o que se passa em todo o mundo, ex : na Alemanha reduziram os salários em 10% no estado e 5% no privado, sem greves nem manifestações e passaram as reformas para os 67 anos, aqui ,neste rico país, quando há problemas logo tudo se resolve com greves e manifestações . e viva o velho. Vão mas é trabalhar malandros. Ah e quando acabam com as acumulações dos reformados com trabalho de taxo para combater o desemprego?
Trabalhador a 23 de Novembro de 2010 às 03:29
Pois os discursos são impecáveis. Mas soluções para o problema?
Se os problemas se resolvessem com discursos eloquentes, Portugal de certeza que não estava em crise!
Quem é que consegue ganhar eleições neste país ( governo e autarquias ) falando a verdade aos portugueses, e limitando os lucros dos grandes grupos económico/financeiros?
Manuel António Domingos a 23 de Novembro de 2010 às 08:49
Estou com os grevistas, mas não faço greve, descontam-me um dia de trabalho e faz-me muita falta.

Na Alemanha os sindicatos pagam o dia aos grevistas.

Porque não fazem o mesmo em Portugal?
tino a 23 de Novembro de 2010 às 09:07
Caro Tino, na Alemanha oo sindicatos pagam uma parte do dia , não na totalidade,na Alemanha uma grande parte dos trabalhadores são sindicalizados.
Percebe?
maria.
maria b. a 23 de Novembro de 2010 às 23:47
até eu era capaz de dizer o que todos sentimos e gostamos de ouvir.
Helena André pediu que dessem soluções todos meteram a viola no saco,aí é que a porca torce o rabo, soluções meus amigos soluções, digam onde estão?
Não vou fazer greve, mas com toda a certeza vou chegar tarde, vou sair de casa 2 horas mais cedo, costumo apanhar o metro, vai ser complicado, mas faço falta no meu trabalho.[ no regresso vai ser igual ]
maria a 23 de Novembro de 2010 às 19:46
Sinceramente Maria!... como você me deixa triste.
maria.
maria b. a 23 de Novembro de 2010 às 23:49
maria: Acha que foi mesmo isso que se passou? Acha mesmo que não foram apresentadas soluções, caminhos alternativos ou está a fazer aquilo em que "os da situação" são peritos - dizerem que "os outros não apresentam soluções porque as soluções apresentadas não vão ao encontro dos seus interesses?
Zé LG a 24 de Novembro de 2010 às 10:30
Lopes Guerreiro, independentemente da justeza de muitas soluções apontadas quer pelo PCP, quer pelo BE, seriam as mesmas exequíveis em Portugal, sendo o resto do mundo como é em concreto?
Não terá a Maria razão em invocar que as solicitações da ministra Ana André para apresentarem soluções ficaram sem resposta exequível?
É ou não verdade, que é muito mais fácil dizer que se tivéssemos um bolo, éramos capazes de o repartir muito bem, do que ter que arranjar o bolo para repartir?
Manuel António Domingos a 24 de Novembro de 2010 às 11:23
MAD: Dúvidas quanto ao futuro e como se resolvem os problemas quem as não tem? Mas, muito pior do que isso, são as certezas, que os tempos têm demonstrado, de que não é com este rumo e com estas políticas, que são os responsáveis por esta crise e o estado a que isto chegou, que dela saimos melhores. Ou também aqui tens dúvidas?
A exequibilidade das soluções e das medidas alternativas dependem, fundamentalmente, da capacidade (poder) de as aplicar. Como é óbvio, com os actuais poderes essas soluções, medidas e políticas sõa inexequíveis, como insinuas. Por isso dizem que são são apresentadas.
Mas MAD, não é tempo para resignações, para acreditar em fatalidades e inevitabilidades, é tempo, mais do de nunca, para nos indignar-mos contra as crescentes injustiças e desigualdades sociais e os seus principais responsáveis (porque eles existem), para procurarmos novos caminhos, porque os que nos têm obrigado a trilhar têm dado os resultados que se vêem, para lutarmos pela dignificação do trabalho, pela dinamização do aparelho produtico e o crescimento económico, contra as desigualdades e as exclusões sociais, enfim, lutarmos pelo desenvolvimento humano.
Zé LG a 24 de Novembro de 2010 às 14:25
O Sr. Jorge Coelho, ex-ministro das obras públicas e alta figura do PS encontra-se a auferir na MOTA ENGIL 120000 euros por mês, que multiplicando por 14 meses dá a módica quantia de 1 680 000 euros por ano. Se ele auferisse 5000 euros/mês receberia 70000 euros por ano. Essa verbazinha não lhe chegava para viver? É que os restantes 1 610 000 euros poderia contribuir para pagar o vencimento e despesas sociais de, pelo menos, mais 100 trabalhadores. Se pensarmos que em Portugal poderão existir 1000 Jorges Coelhos, poderemos facilmente concluir que teríamos garantidos mais 100000 postos de trabalho.
Porque é que em Portugal se pede a quem ganha entre 470 e 1000 euros por mês que aperte o cinto e passe fome enquanto os Jorges Coelhos do nosso País enchem a barriguinha de fartura. Porque é que o prémio de 3 000 000 de euros entrewgues ao Sr. Mexia (do PSD) não foram distribuídos por todos os trabaklhadores da EDP, como faz por exemplo o banco Santander Totta?
E porque é que nós temos de continuar a abanar a cabeça e pedir esmola? Parece que estamos na Inglaterra do século XIX e no Portugal dos primeiros 74 anos do século XX.
Já chega de exploração e escravatura
Alentejano a 24 de Novembro de 2010 às 16:46
digo com toda a franqueza, adorava que portugal fosse a partir de agora governado pelos comunistas, mas com maioria absoluta, juro que se houver eleições votarei no partido comunista, já esta mais que na hora de porem em prática aquilo que dizem saber fazer tão bem, afinal temos que ter uma prova, se conseguirem,será certamente muito bom para todos. agora que não acredito, não acredito.....
maria a 24 de Novembro de 2010 às 19:22
Quais comunistas maria?

maria.
maria b. a 24 de Novembro de 2010 às 21:52
Maria b
formam um governo como qualquer outro partido politico, como sempre fizeram de cada vêz que há eleições apresentam os seus candidatos.
E portugueses, vamos lá dar força ao pcp, de acordo?
dizemos que não gostamos mas podemos mudar de opinião, até porque há uma verdade incontestável,ninguem os pode acusar de corruptos,essa é que é essa, gosto muito do sr. Jerónimo de Sousa, um homem sério. como a politica está podre, temos que ter isso em consideração, não concorda?
maria a 25 de Novembro de 2010 às 12:47
Caras Marias

E porque não? Se o PS e o PSD nos têm conduzido, desde há 30 anos, à desgraça em que vivemos está na altura de partidos como o PCP e o BE mostrarem o que valem.
O problema é que muitas pessoas têm medo de perder os tachinhos que têm ou que estão à espera de terem.

Não é Marias?
Alentejano a 25 de Novembro de 2010 às 09:21
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