Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
26
Jan 10

Cumprem-se hoje 35 anos sobre a decisão tomada em Beja, na Capricho Bejense, de avançar com a implementação da Reforma Agrária em Portugal, uma data histórica, num processo que teve início neste distrito, mercê da assinatura dos primeiros contratos de trabalho no sector agrícola, em alguns casos não cumpridos pelos proprietários das terras e que levou há ocupação das mesmas.

José Soeiro, na altura presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas e um dos intervenientes no processo, recorda que a assembleia “marcou uma reviravolta” num sector onde havia “14.000 desempregados, nas 72 freguesias do distrito”, presentes no encontro. A Reforma Agrária era uma “bandeira política”, que foi necessário levar à prática “face à postura dos proprietários de não produzirem e promoverem o desemprego dos trabalhadores“, casos em que as terras foram ocupadas.

Nas memórias da Reforma Agrária, José Soeiro, recorda a resistência dos proprietários, como foi o caso do Monte do Outeiro, na freguesia de Santa Vitória, concelho de Beja, ocupado em 10 de Dezembro de 1974, e que posteriormente foi alvo de uma intervenção do Estado por se tratar de um caso de “sabotagem económica”.

publicado por Zé LG às 19:36
sr Lg se voce tivesse uma horta, e eu mais uns amigos lhe a quisesse-mos tirar, achava bem?
Anónimo a 26 de Janeiro de 2010 às 21:27
A Reforma Agrária não ocupou hortas, a não ser as integradas em grnades herdades. Houve um limite mínimo de área (+ ou - 300 ha, dependendo do tipo de terra) a partir do qual foram ocupadas as herdades.
Zé LG a 26 de Janeiro de 2010 às 22:37
Viu-se por ai o que os camaradas fizeram, roubaram as terras aos proprietários e depois na sua maioria nada fizeram e tudo estragaram, deixando por ai marcas que ainda hoje se podem ver...
Anónimo a 26 de Janeiro de 2010 às 23:53
O que se pode ver, são as terras por trabalhar. Quem trabalhou mais as terras foram os proprietários ou os trabalhadores da reforma agrária? Hoje algumas terras foram "dadas" a rendeiros.
alvitense a 27 de Janeiro de 2010 às 17:08
E ainda há quem se admire do estado a que isto chegou! Era tudo tão prevísivel na sequência do golpe de Estado da abrilada! Enfim ...
Anónimo a 28 de Janeiro de 2010 às 00:33
A canalha saíu á rua. Tristes tempos de má memória que decretaram o fim do alentejo pela mão dos comunas.
Anónimo a 31 de Janeiro de 2010 às 13:11
Caro Amigo,
Acabei de fazer link deste post no A Nossa Candeia e no A Regra do Jogo :)
Obrigado!
Um abraço,
Ana Paula Fitas
Ana Paula Fitas a 31 de Janeiro de 2010 às 13:17
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